Uso indiscriminado de medicamentos traz prejuízos à saúde

medicamentos

A utilização de medicamentos por conta própria, sem o diagnóstico e o acompanhamento de um profissional de saúde qualificado, pode ter consequências graves, e até mesmo fatais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 50% de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou vendidos de forma inadequada e, segundo o Conselho Federal de Farmácia (CFF), cerca de um quarto da população ingere, ao menos uma vez por semana, algum tipo de remédio sem prescrição. Entre os brasileiros, quase metade usa, no mínimo uma vez ao mês, alguma medicação sem orientação médica.

A pandemia e o isolamento tornaram essa prática ainda mais comum, de acordo com Talita Girotto, docente da área de saúde e bem-estar do Senac Marília, impulsionando as buscas na internet sobre tratamentos e posologias para diversos tipos de desconforto. Atentos a esse cenário, alunos da qualificação Atendente de Farmácia, também do Senac Marília, desenvolveram como trabalho de conclusão de curso o projeto Boletim da Saúde, compartilhando nas redes sociais conteúdos sobre o tema a partir de diferentes abordagens.

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Segundo Talita, que foi responsável pela orientação do projeto, o aumento de notícias falsas sobre automedicação ao longo da pandemia despertou o interesse do grupo em propor o trabalho. “Tanto que foram abordados temas como uso racional de medicamentos, dosagens, tempo de uso, recomendações e contraindicações, além de farmácia popular, itens disponibilizados e os direitos da população.”

Os riscos do descarte inadequado de medicamentos também foram trabalhados pelo grupo. “Da aquisição do medicamento até seu descarte temos um processo minucioso e que a população precisa entender para benefício próprio e de todos ao redor, inclusive do meio ambiente, pois é comum o descarte inadequado em lixo doméstico ou na rede de esgoto domiciliar, o que pode acarretar a contaminação do solo e problemas futuros importantes”, alerta a docente.

Estudos apontam que cada quilo de medicamento descartado incorretamente pode contaminar até 450 mil litros de água. No Brasil, existem programas de coleta de resíduos químicos em diversas cidades e, recentemente, foi regulamentada a logística reversa para medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso. Em Marília, por exemplo, há farmácias privadas que fazem a coleta de medicamentos vencidos.

Para conhecer o conteúdo desenvolvido pelos alunos, basta acessar o Facebook, na página Boletim da Saúde.

 

Por fim, leia mais O Mariliense

Fonte: Senac Marília

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