Lago do bairro Aquárius é referência para educação ambiental em Marília

Localizado próximo ao Marília Shopping, o Lago do bairro Aquárius é opção de lazer e espaço para conhecimento ambiental aos que frequentam o ambiente.

Local possui variedades de espécies em equilibro ou situações extremas, conforme o período do ano, que permitem a propagação do conhecimento sobre a fauna e a flora em área urbana.

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O Chefe do Meio Ambiente, Cassiano Rodrigues Leite, destaca a importância da área para a promoção da educação ambiental no município.

“O Lago do Aquárius é um tradicional espaço público existente em nosso centro urbano, cercado por vegetação nativa e importante fonte de recursos hídricos para as espécies da região. Em períodos de cheias, além dos patos, gansos e marrecos que habitam o local, podemos observar o surgimento de aves migratórias, como garças, andorinhas e outras espécies de aves utilizando a área temporariamente como local para descanso e fonte de alimento durante as migrações. Já em períodos de estiagem, as águas tornam-se rasas e é possível observar as plantas submersas, que se tornam visíveis, além de se estudar a importância dos recursos hídricos para sobrevivência das espécies e como estas se adaptam em situações de escassez da água. A mata ciliar é composta em grande parte por vegetações rasteiras, como gramíneas, que dividem espaço com árvores nativas plantadas e cuidadas pelos moradores da região. Situações extremas também colaboram para o aprendizado dos visitantes, como ocorrida há alguns anos, através do processo de eutrofização, onde o lago foi coberto por algas que, se não cuidadas, tornariam-se um grande risco à existência de vida nas águas, uma vez que bloqueariam a entrada da luz solar nas partes fundas da represa e, sem luz, todos os demais organismos fotossintetizantes, que oxigenam a água, acabariam morrendo. Este processo reduz rapidamente os níveis de oxigênio no corpo hídrico, matando muitos organismos aeróbicos que vivem nas águas. A situação foi resolvida, retirando-se o material orgânico do lago, o que demonstrou que o problema era pontual, uma vez que não houve nova propagação das algas. Normalmente, o processo de eutrofização ocorre com o descarte de efluentes ou fertilizantes nas águas, fato não comprovado neste caso, demonstrando sua pontualidade. Trata-se, portanto, de um grande ecossistema que permite aos visitantes, durante o lazer ou visitas monitoradas por escolas, aprenderem sobre o equilíbrio ambiental deste lugar, e seu funcionamento. O espaço permite ainda ações de melhorias através de plantio de árvores, colaborando com a beleza cênica e desenvolvendo a consciência ambiental dos alunos visitantes, que participam no aumento da cobertura vegetal do município”, afirmou Cassiano.

 

Por fim, leia mais O Mariliense

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