40% dos brasileiros começam 2025 endividados, revela pesquisa

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O brasileiro encara 2025 com uma mistura de resiliência e preocupação. De acordo com uma pesquisa inédita da Hibou, realizada com 1.506 pessoas de todo o país, 40% começam o ano endividados, mas a palavra “esperança” lidera as expectativas, refletindo o desejo de renovação. 43% afirmam que gastarão menos neste ano do que em 2024, 26% vão gastar a mesma coisa que ano passado, e uma minoria corajosa diz que vai gastar mais em 2025 (11%).

Paralelamente, 76% colocam o cuidado com a saúde no topo de suas metas, evidenciando uma busca crescente por equilíbrio físico, mental e emocional.

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“O ano de 2024 foi marcado por exaustão e superação. Agora, o brasileiro mostra que está determinado a recomeçar, priorizando a saúde e o autocuidado enquanto tenta equilibrar o orçamento. É uma demonstração clara de resiliência em meio às adversidades,” analisa Ligia Mello, CEO da Hibou e coordenadora da pesquisa.

2024: um ano de dificuldades e lições para o futuro

Descrito de maneira espontânea como “difícil” por 11,6% dos entrevistados, o ano de 2024 foi também um período de aprendizado. Palavras como “gratidão” (8,4%) e “desafiador” (7,8%) complementam a narrativa de um ano que testou os limites emocionais e financeiros, mas que deixou lições valiosas. O contraste entre dificuldade e superação reflete a capacidade do brasileiro de transformar adversidades em força para enfrentar o futuro.

Saúde é o grande foco de 2025

O cuidado com a saúde, tanto física quanto mental, emerge como prioridade absoluta para 76% dos brasileiros, um dado que mostra o impacto de anos desafiadores e a necessidade de equilíbrio. 46% desejam ler mais e 32% querem tirar férias,  revelando mais necessidade de autocuidado e priorização da vida pessoal. Para muitos, 2025 será um ano de reconexão com os entes queridos: 38% desejam passar mais tempo com a família, reforçando a importância das relações humanas no processo de recuperação emocional. Além disso, 35% planejam viajar pelo Brasil, evidenciando a busca por momentos de lazer e descontração, mesmo em um cenário financeiro apertado.

Dilema financeiro do novo ano

Embora 55% dos brasileiros afirmem que vão economizar ao máximo em 2025, o endividamento persiste como um obstáculo significativo. Cerca de 40% começam o ano com dívidas, sendo que destes, 27% estão devendo valores superiores a R$15.000,00. Além disso, 22% acumulam dívidas entre R$5.000,00 e R$10.000,00.Esses números mostram que, embora a intenção de economizar seja evidente, a realidade financeira continua desafiadora para uma parcela considerável da população. Como resposta, 46% pretendem adotar uma postura mais estratégica, priorizando promoções para compras conscientes, em um esforço para equilibrar o orçamento sem abrir mão de necessidades básicas e bem-estar.

“A pesquisa nos mostra que, mesmo diante de adversidades, o brasileiro não perde a capacidade de lutar por um futuro melhor. A priorização da saúde, do autocuidado e do equilíbrio financeiro é um reflexo de um povo resiliente, que transforma dificuldades em combustível para seguir adiante. Entramos em 2025 com um misto de esperança e pragmatismo, mas com o olhar sempre voltado para dias melhores,” conclui Ligia.

Lazer e viagens: momentos essenciais em tempos incertos

Independente da situação financeira, 46% dos brasileiros pretendem viajar em 2025. Esse grupo define o ato de viajar com as palavras “vida” (13%) e “liberdade” (9,7%). Ainda dos 46% que querem viajar, o exterior é a escolha para 46%, seguido de resorts all-inclusive com 40% de preferência, além de cidades históricas (40%) e até praia deserta (37%). A maioria, 52%,  pretende viajar com o(a) companheiro(a) e 35% com toda a família.

Expectativas para o Brasil: ceticismo em relação ao cenário coletivo

Enquanto os brasileiros demonstram otimismo em relação às suas metas pessoais, as perspectivas para o país são mais sombrias. 60% acreditam que a economia vai piorar em 2025, enquanto 48% esperam uma deterioração da segurança e 38% temem desafios crescentes na saúde pública. O emprego vai piorar também na visão de 37% dos brasileiros. Esses números refletem um ceticismo coletivo, evidenciando a desconfiança em relação às condições estruturais do país, mesmo que o otimismo pessoal permaneça intacto.

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